sexta-feira, 18 de março de 2011

A Antiguidade Oriental (II)

A Civilização Egípcia


O País e os Habitantes



  • Localizado no nordeste da África, o Egito limita-se ao norte com o Mediterrâneo, ao sul com a Núbia, a oeste com a Líbia e a leste com o Mar Vermelho.
  • O país é um extenso oásis irrigado pelo Rio Nilo, o qual é ladeado pelos oásis irrigado pelo Rio Nilo, o qual é ladeado pelos desertos da Arábia e da Líbia.
  • A importância do Nilo para a civilização egípcia foi tal, que o historiador grego que o visitou no século V a.C, afirmou: "O Egito é uma dádiva do Nilo".
  • Diversos povos viveram no Egito Antigo: hamitas, núbios, semitas, fenícios, gregos e outros. A língua egípcio atual das pesquisas não é possível afirmar-se que os egípcios antigos fossem total ou predominante negróides.
A Sociedade

  • Era hierárquica e de limitada mobilidade social.
  • No alto da pirâmide social, estava o faraó, que era considerado um deus vivo. A segui, vinha os nobre, os altos funcionários, os sacerdotes, os guerreiros (que foram importantes durante o Novo Império), os escribas, os artesãos, os trabalhadores comuns, os camponeses ( a maioria da população) e os escravos (o número não era elevado).
  • Comparativamente a outros povos da Antiguidade, a situação da mulher egípcia era boa. Tinha personalidade jurídica, podia adquirir propriedade, legar bens e fazer testamentos. 
  • Os egípcios valorizavam a família, daí o respeito e consideração por suas mães. O adultério era punido com severidade.
  • Em relação ao casamento, predominava a monogamia. Já o faraó podia ter várias esposas, inclusive era comum a prática da endogamia, ou seja, casar com alguém do seu grupo, como, por exemplo, uma irmã.
A Economia

  • Baseava-se na agricultura e na pecuária. Cultivavam cereais, como a cevada e o trigo, legumes e abundavam árvores frutíferas. Criavam-se porcos, cabras, bois e, após a invasão dos hicsos, também cavalos.
  • A economia era centralizada, ou seja, o Estado era proprietário dos meios de produção, incluindo terras e instrumentos de trabalho. 
  • Os camponeses, organizados em comunidades, recebiam terras para o cultivo, pagando tributos em produtos e trabalho.
  • O excedentes recolhidos eram depositados em grandes armazéns pertencentes ao Estado. A distribuição não era igualitária. A fatia maior cabia aos altos funcionários, escribas, sacerdotes, artesãos qualificados e outros.
A Política

  • O faraó(significa"casa grande") governava como senhor absoluto. Todo o Egito era considerado sua propriedade. Para reforçar o seu prestígio, haviam - no divinizado e proclamado "grande deus", ou seja, governava em nome dos deuses.
  • Toda economia era controlada pelo mesmo. Representava o poder político, jurídico e também religioso, ou seja, exercia, ao mesmo tempo, o papel de rei, juiz, chefe militar e grande sacerdote, dando ao estado egípcio o caráter de uma monarquia despótica (autoritária) e teocrática( centralizada no poder divino).
  • A ideologia religiosa era dominante, influenciando a vida econômica, política e cultural.
  • O período conhecido como Antigo Império estende-se de 3200 até 2300 a.C. Durante a I e a II dinastias, a capital era Tínis; a partir da III, passou a ser Mênfis. No espaço de III, IV e V dinastias ocorreu o auge do Antigo Império. Centralização política, desenvolvimento da agricultura, grandes construções e uma arte vigorosa caracterizam esse período.
  • Os ataques dos nômades do deserto e o aumento do poder dos nomarcas puseram fim ao Antigo Império. Houve uma verdadeira revolução social.
  • Nasce o Médio Império(2050-1750 a.C), uma nova idade do ouro com a construção de templos e túmulos gigantescos. 
  • Por volta de 1750 a.C., os hicsos, povo de origem asiática, invadiram o Egito, pondo fim ao Médio Império. Os chamados "reis pastores", a tradução da expressão que deu origem ao vocábulo " hicsos" parece ser melhor traduzido como "chefes do país estrangeiro", introduziram no Egito o bronze, o cavalo e os carros de guerra.
  • Iniciou-se o Segundo Período Intermediário. Ao que parece os hicsos dominaram diretamente apenas o delta do Nilo, cobrando tributo do restante do país.
  • O expansionismo e o militarismo caracterizam o Novo Império, período considerado de maior esplendor da história do Egito. Com um poderoso exército, os faraós do Novo Império realizaram várias conquistas, formando o Império Asiático do Egito, que chegava até a Eufrates.
  • A partir de 1080 a.C, iniciou-se um período que os historiadores chamam de Baixa Época que caracterizou-se pelo enfraquecimento do poder central, a independência dos nomarcas e as guerras prolongadas acarretaram a decadência do Egito. Sob o comando de Assurbanípal, o Egíto foi devastado duas vezes pelos assírios.
  • Aproveitando-se de um momento de enfraquecimento dos assírios, Psamético I, rei de Saís, expulsou os assírios, dando início ao chamado Renascimento Saíta. A época saíta caracterizou-se por um grande desenvolvimento comercial e artesanal. Houve um intenso intercâmbio comercial e cultural com a Grécia.
  • Mais tarde, os egípcios foram conquistados pelos macedônicos de Alexandre. Após a morte do conquistador, seus generais dividiram o império. Formaram-se os Reinos Helenísticos. O Egito coube a Ptolomeu. Eram os descendentes de Ptolomeu que governavam o país quando ocorreu a dominação romana. Mais tarde bizantinos e árabes dominaram a região.
A Cultura
  • Os hieróglifos era usados para a religião, a hierática era um pouco mais simplificada enquanto a demótica era a mais simples e rápida, ou seja , para o povo.
  • Os aspectos artísticos e culturais eram associados às tradições religiosas e funerárias.
  • Quase todas as obras tinham função no contexto religioso e político.
  • As pirâmides representavam a força política e perpétua do governante divinizado e tinha relação com a imortalidade.
  • Nas esculturas pode se observa a lei da frontalidade e o hieratismo.
  • Os pintores usavam a técnica do afresco. As pinturas tinham função  decorativa e representava cenas do cotidiano.
  • As obras literárias foram marcados por contexto de forte ideologia religiosa e moral.
  • A ciência estava ligada a prática do dia a dia.
  • 360 dias, 12 meses e 5 dias de festividades religiosas era o calendário deles.
  • Havia um desenvolvimento notável da medicina, com a prática da mumificação  e com os conhecimentos a respeito de doenças do cérebro e dos olhos.
  • Os deuses eram  representados pelas forças da naturaza. E as práticas religiosas eram baseadas nos efeitos da natureza.

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